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Refinanciar sua casa e seu carro é uma boa ideia para sair das dívidas?

Júlia Mendonça

03/03/2020 04h00

Quando as dívidas apertam e a conta vive só no vermelho é hora de fazer alguns ajustes e tomar algumas decisões delicadas. Uma dessas decisões, que pode parecer bastante errada, mas pode ajudar demais se você está endividado, é o refinanciamento de carro ou de casa.

Neste artigo vou explicar se vale a pena ou não refinanciar um bem para sair das dívidas e quais cuidados você deve ter se resolver tomar esse caminho. Bora descomplicar!

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Dívidas são sempre ruins?

Apesar da ideia de que todo o tipo de dívida é ruim, nem sempre isso é verdade. Existem aquelas que realmente são péssimas para você, mas algumas outras podem ajudá-lo a passar para uma fase melhor.

Por exemplo, as dívidas de juros altos, como o rotativo do cartão e o cheque especial e até mesmo aqueles empréstimos que pega com gerente de banco vão destruir sua vida financeira.

Dívidas altas

Não é incomum pessoas ocuparem um terço do salário com essas dívidas e muitas vezes para sair delas é preciso usar uma dívida de juros mais baixo, como o refinanciamento. Fiz isso quando estava endividada e posso garantir que essa foi uma ação fundamental para conseguir sair do vermelho.

Há alguns anos eu estava devendo mais de 20 mil reais para o banco por conta de cheque especial e cartão de crédito. Minha dívida crescia mais de R$ 2.000 por mês. Só consegui parar essa bola de neve e encontrar uma chance para sair das dívidas quando peguei um crédito de juros baixos para pagar essas contas.

Uma solução mais barata

Como funciona o refinanciamento? Você vai usar seu carro ou sua casa como garantia do pagamento do seu empréstimo. Isso tem um lado bom e um ruim. O bom é que os juros são muito menores que um empréstimo tradicional. Em alguns bancos a taxa mensal chega a custar 5% ao mês para mais.

No refinanciamento é possível pagar menos de 2% de juros mensais. O grande problema dessa modalidade é que se você ficar inadimplente corre o risco de perder o bem para o banco. Por isso, antes de aderir ao refinanciamento é muito importante fazer um planejamento financeiro bem detalhado.

Coloque todos os seus gastos e ganhos no papel e calcule se a parcela do refinanciamento vai caber com um pouco de folga dentro do seu orçamento. Se o planejamento ficar apertado, pode ser necessário rever alguns gastos para não correr o risco de perder o seu bem.

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Sobre a autora

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

Sobre o Blog

Dinheiro, finanças e investimentos de um jeito fácil e muito prático. O Descomplique vai fazer com que sobre grana no teu mês (e não o contrário!). Com linguagem simples e sem esconder as armadilhas do dia a dia que te deixam no vermelho, aqui você vai aprender a cuidar melhor do teu dinheiro e fazer com que ele trabalhe para você.

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