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Vale a pena fazer seguro do carro?

Júlia Mendonça

18/06/2019 04h00

Ter um seguro de carro dá uma sensação de paz de espírito. Em compensação, a carteira dói cada vez que pensamos na renovação desse serviço. Para resolver esse problema, contarei a seguir quando vale a pena proteger o seu veículo e como pagar mais barato por isso.

Para saber se compensa ou não ter um carro segurado, você deve buscar respostas para três perguntas: Qual é a importância desse carro na sua vida? Qual é a chance de esse veículo ser roubado? Qual é o valor do seguro?

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Como você usa o carro?

Muitas pessoas dependem do carro para trabalhar, e, quanto mais tempo rodando com ele, maiores as chances de um acidente ou roubo acontecer. Nesse caso, o seguro vale muito a pena, já que o preço compensa os riscos que você corre diariamente.

Se o seu carro é utilizado apenas duas ou três vezes por semana e sempre fica em um estacionamento ou local seguro, a chance de roubo diminui bastante, e a possibilidade de acionar o seguro por esse motivo é pequena.

Dependendo de onde você mora e do modelo de seu veículo, o seguro pode chegar até 30% do valor do carro, ou seja, em três anos o dinheiro que você paga de seguro é suficiente para comprar um carro zero. Você deverá utilizar muito seu automóvel para justificar esse custo.

Pague mais barato

Há alguns fatores que influenciam no preço do seu seguro: carros que ficam em estacionamento ou garagem geralmente costumam ter um preço médio mais barato, pois estão expostos a menores riscos dos que ficam em estacionados na rua. Quanto maior o histórico de roubos na região em que mora, maior será o valor também.

A inclusão de um condutor adicional e a idade de risco do condutor (18 a 24 anos) aumentam o valor do seguro, enquanto aparelhos de segurança contra roubo, como bloqueadores ou GPS, ajudam a diminuir o custo.

Proteja-se

Se decidir não fazer o seguro devido às chances de roubo serem baixas ou pelo valor não caber em seu orçamento, recomendo que faça pelo menos um seguro contra danos a terceiros. Eles costumam ser mais baratos do que os convencionais e dividem-se em dois tipos: danos materiais, que cobrem as despesas de um acidente com outro carro ou casa, e danos corporais, que cobrem custos em caso de atropelamentos.

Nesse caso, as despesas do conserto do seu automóvel não serão cobertas mas pelo menos você estará protegido de criar um rombo no seu orçamento caso bata em um veículo importado ou precise arcar com as despesas hospitalares de outra pessoa em caso de atropelamento.

Para finalizar, existe o fator emocional que pesa muito na hora de tomar essa decisão. Se não consegue se imaginar sem um seguro, vale a pena pagá-lo para tirar a neura da cabeça. Aperte um pouco o orçamento e viva tranquilo.

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UOL Notícias

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

Sobre o Blog

Dinheiro, finanças e investimentos de um jeito fácil e muito prático. O Descomplique vai fazer com que sobre grana no teu mês (e não o contrário!). Com linguagem simples e sem esconder as armadilhas do dia a dia que te deixam no vermelho, aqui você vai aprender a cuidar melhor do teu dinheiro e fazer com que ele trabalhe para você.

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