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Quer começar a investir em 2020? Veja bons investimentos para iniciantes

Júlia Mendonça

19/12/2019 04h00

Nada melhor do que começar o ano com novas metas financeiras estabelecidas. Um dos objetivos mais comuns para quem cuida melhor do dinheiro é fazer os primeiros investimentos. É preciso cuidado na hora de escolher o primeiro ativo. Neste post separei os investimentos mais recomendados para quem quer começar nesse mundo.

Tesouro Selic

Apesar de a taxa Selic ter caído para 4,5% ao ano e deixado os investidores um tanto receosos e preocupados com a baixa rentabilidade dos seus investimentos, é importante saber que o tesouro Selic sempre terá seu pedacinho garantido dentro da carteira dos investidores.

Por ser um dos mais seguros ativos do mercado, ter baixa volatilidade e liquidez diária, esse título é ótimo para quem quer um bom lugar para sua reserva de emergência, o que é fundamental para aumentar sua segurança financeira e serve para sustentar gastos imprevistos, como uma manutenção no seu carro ou um tratamento de saúde.

Para investir no Tesouro Selic, é necessário começar com valores próximos de R$ 100. Esse valor muda diariamente. Além da reserva de emergência, o Tesouro Selic é ótimo para o dinheiro que você deseja usar no curto prazo, que é entre 6 meses e 2 anos.

Renda fixa privada

São vários os títulos que entram nessa categoria. Os mais conhecidos são os CDBs, LCIs, LCAs e debêntures. Esses ativos podem ser atrelados à taxa CDI ou ao IPCA e servem para diferentes objetivos.

Para os CDBs, é interessante que rendam pelo menos 100% do CDI, o que representa um valor muito próximo da rentabilidade do tesouro Selic. Da mesma maneira, são excelentes opções para reserva de emergência e para objetivos de curto prazo, desde que apresentem liquidez diária.

As LCIs e LCAs têm isenção do Imposto de Renda. Isso faz com que um rendimento bem inferior consiga render igualmente ou mais que um CDB 100% do CDI. Esse tipo de investimento costuma ter liquidez apenas no vencimento, que pode ser de 6 meses, 1 ano ou até mesmo 2 anos.

Os ativos que acompanham a inflação são bons para médio e longo prazo, pois protegem seu dinheiro da inflação, fazendo com que ele não perca valor com o passar do tempo. Algumas debêntures são atreladas ao IPCA.

ETFs

Os ETFs são fundos que replicam índices de ações. Eles são comercializados na Bolsa de Valores como se fossem uma ação normal, porém têm uma característica muito importante: trazem uma grande diversificação dentro de um só investimento.

O BOVA11, por exemplo, é o ETF que acompanha o índice Bovespa. Se o Ibovespa sobe, seu dinheiro sobe na mesma proporção, mas se o Ibovespa cai, seu rendimento também cai.

O Ibovespa é o principal índice da Bolsa de Valores. Ele mede o rendimento das ações mais negociadas da bolsa. Atualmente é composto de mais de 60 ações. Isso significa que quando você compra uma cota do BOVA11 é como se investisse nessas 60 ações.

Por se tratar de renda variável, recomendo muito estudo, que você já tenha sua reserva de emergência formada e experiência na renda fixa. Existe o risco de perder dinheiro nesse investimento, porém a chance de ter um retorno superior à renda fixa também é maior.

Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários, também conhecidos como FIIs, são uma forma acessível de você investir em imóveis pela bolsa de valores. Funciona assim: imagine que você queira investir em um imóvel grande, aquele mais luxuoso da sua cidade, para então alugar salas paras as melhores empresas e receber aluguel delas todos os meses.

Então, o que você faz, já que não tem grana suficiente para comprar esse prédio? Convence outros investidores a colocar dinheiro no negócio para comprar o imóvel e dividir o aluguel entre vocês.

Os fundos imobiliários funcionam exatamente dessa forma. Você compra uma cota deles pela bolsa de valores e consegue participar dos melhores imóveis do Brasil, recebendo aluguel todos os meses sem imposto na conta da sua corretora.

Assim como as ações, os fundos imobiliários são investimento de renda variável e apresentam um risco maior, por isso é necessário estudar bastante esses investimentos e saber que é possível perder dinheiro neles.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

Sobre o Blog

Dinheiro, finanças e investimentos de um jeito fácil e muito prático. O Descomplique vai fazer com que sobre grana no teu mês (e não o contrário!). Com linguagem simples e sem esconder as armadilhas do dia a dia que te deixam no vermelho, aqui você vai aprender a cuidar melhor do teu dinheiro e fazer com que ele trabalhe para você.

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